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Musicoterapia na Ansiedade e na Depressão

            Escutar e fazer música são atividades que a maioria das pessoas realizam com prazer, independendo do nível de habilidade e conhecimento musical. Em particular, todo mundo escuta ou faz música com a consciência de que essa experiência traz um prazer, um alívio ou simplesmente uma distração. Estudos de neuroimagens confirmam os efeitos da música no humor, mostrando que escutar as próprias músicas preferidas aumenta o fluxo sanguinho em regiões cerebrais que envolvem a emoção. De fato, a música ativa as áreas relacionadas à experiência de prazer e de recompensa, as mesmas áreas ativadas durante a atividade sexual, a ingestão de chocolate ou o consumo de drogas. Por essas razões, a música tem sido utilizada como elemento terapêutico para melhorar o humor de pessoas com depressão e ansiedade.

            Um estudo recente realizado na Finlândia (Fachner, Gold & Erkkilä, 2013) mostrou que, através de técnicas de improvisação musical sobre as emoções, a musicoterapia influencia a reorganização das ondas cerebrais das áreas fronto-temporais, tendo por isso impacto na redução da ansiedade e da depressão. São muitas as pesquisas que mostram que a musicoterapia ajuda na melhora do humor, tanto em adultos e idosos, quanto em crianças e adolescentes, bem como em pacientes neurológicos. Por exemplo, Erkkilä e colegas (2011) mostraram que um tratamento de musicoterapia individual de 20 sessões junto ao cuidado padrão foi mais eficaz do simples cuidado padrão em 79 adultos com depressão. Em particular, a musicoterapia ajudou na redução dos sintomas de ansiedade e depressão e na melhora do funcionamento geral dos indivíduos. Além disso, o estudo de Holmes e colegas (2014), realizado na Irlanda com um grupo de crianças e adolescentes com problemas emocionais e comportamentais, mostrou que a musicoterapia reduziu os sintomas depressivos, aumentou a autoestima e as habilidades de comunicação e interação. Ainda, esses efeitos positivos mostraram permanecer também ao longo prazo.

            A musicoterapia pode se tornar então um precioso recurso não-verbal para integrar e complementar o tratamento de indivíduos com ansiedade e depressão. Em particular, através de técnicas de improvisação musical, o atendimento individual de musicoterapia permite à pessoa explorar as suas emoções de uma forma alternativa, não-verbal e criativa.

            Oferecendo um atendimento interdisciplinar, a Bitácora conta com a musicoterapia como recurso de promoção e prevenção da saúde, estimulação, reabilitação e terapia para pessoas de todas as idades, em sessões individuais ou em grupo.

Ambra Palazzi: musicoterapeuta, ama cantar e utilizar a música como recurso de expressão, interação e estimulação com pessoas de todas as idades, desde bebês até a terceira idade.

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