Orientação

Doença de Parkinson

 

Por Murilo R. Zibetti (psicólogo)


A Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que pode causar perda de autonomia e prejuízo em atividades diárias. Os sintomas mais conhecidos são tremores em pernas e braços que podem ser acompanhados de outros sintomas motores como: lentidão em movimentos, a instabilidade postural e um estado de tensão geral que causa mal-estar e cãibras. Outros sintomas associados à Doença de Parkinson envolvem a dificuldade em expressar emoções com a face (“cara de máscara”), dificuldades em sentir cheiros, sintomas depressivos e problemas no sono (com sonhos muito vívidos e frequentes quedas na cama).


Cognitivamente os pacientes podem apresentar esquecimentos, dificuldades para se concentrar, prejuízos no raciocínio abstrato e perda da flexibilidade mental (“fica mais teimoso”).  Em alguns casos, esses sintomas cognitivos evoluem de maneira tão severa e prejudicial que o paciente é diagnosticado como portador de Demência causada por Parkinson.


O diagnóstico clínico da Doença de Parkinson é realizado por neurologista em exame neurológico e de acordo com a história clínica do paciente. O tratamento é multiprofissional, incluindo as abordagens farmacológica, fisioterápica, fonoaudiológica e neuropsicológica. Especificamente a abordagem neuropsicológica visa à promoção da qualidade de vida do paciente abordando aspectos emocionais e cognitivos relacionados à doença.

Fonte principal:
Barbosa, M. T., Maia, D. P., & Cardoso, F. E. C. (2008). Doença de Parkinson e parkinsionismo. In.: Chaves, M. L., Finkelsztejn, A., Stefani, M. A. (orgs.). Rotinas em Neurologia e Neurocirurgia, (pp. 254-276).  Porto Alegre: Artmed.

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