Orientação

Terapia Cognitivo-Comportamental na Depressão

 

Por Marcelo Rigoli 

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma modalidade de psicoterapia desenvolvida inicial na década de 1960 por Aaron T. Beck, que já era psicoterapeuta. Com uma crescente preocupação em saber o quão eficiente eram os tratamentos utilizados ele iniciou uma série de pesquisas para testar isso. Estruturou-se então uma psicoterapia baseada em evidências, direcionada a resolver problemas e modificar pensamentos e comportamentos que trazem sofrimento para as pessoas. Desde então esse modelo tem sido testado e modificado para diferentes transtornos. Ela tem se mostrado eficaz em pessoas com Depressão, Bipolaridade, Anorexia, Bulimia, Fobias, entre outros (Beck, Haigh, 2014; Beck, 2011).

O Transtorno Depressivo Maior, muitas vezes chamado apenas de “depressão”, é um dos transtornos mentais mais prevalentes na população mundial, impactando milhares de pessoas. A depressão é caracterizada como sendo um transtorno do humor, onde a pessoa sente-se mais triste que o normal, na maior parte do tempo e na maioria dos dias por mais de duas semanas. Ela pode apresentar: (a) diminuição no interesse e prazer nas suas atividades, (b) aumento ou diminuição importante no seu apetite e/ou no seu peso, (c) sentimentos de culpa, fracasso e invalidez, (d) ideação suicida; (f) chorar mais do que o habitual; (g) dificuldade em concentrar-se em suas atividades; (h) agitação e irritabilidade; entre outros (American Psychiatric Association, 2013)

A depressão também é o ponto inicial da TCC, sendo o primeiro transtorno a ser esbatido com eficácia através de um protocolo de terapia (Dobson, 1989). Em estudos clínicos randomizados, a terapia cognitiva para a depressão foi comparada a intervenções com farmacoterapia e em tratamento combinado (TCC+Medicação) demonstraram que a TCC sozinha é mais eficaz que a intervenção medicamentosa sozinha e que quando utilizados em conjunto (Tratamento Combinado) os pacientes com depressão tiveram mais ganhos e mais rapidamente. Ainda que a depressão seja um problema grave e de grande importância já são conhecidas alternativas bastante eficazes para o seu tratamento, sendo a Terapia Cognitiva o tratamento que mostra-se como uma escolha indicada por seus resultados.

 

Referências:

American Psychiatric Association. The Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders: DSM 5. US, 2013.

Beck, A. T., & Haigh, E. a P. (2014). Advances in cognitive theory and therapy: the generic cognitive model. Annual Review of Clinical Psychology, 10, 1–24.

Beck, J. S. (2011). Cognitive behavior therapy: Basics and beyond (2nd ed.). Cognitive Behavior Therapy: Basics and beyond (2nd Ed.).

Dobson, K. S. (1989). A meta-analysis of the efficacy of cognitive therapy for depression. Journal of consulting and clinical psychology, 57(3), 414.

Köhler, S., Hoffmann, S., Unger, T., Steinacher, B., Dierstein, N., & Fydrich, T. (2013). Effectiveness of Cognitive–Behavioural Therapy Plus Pharmacotherapy in Inpatient Treatment of Depressive Disorders. Clinical psychology & psychotherapy20(2), 97-106.

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