Orientação

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

 

Por Murilo R. Zibetti (psicólogo)


O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um quadro psiquiátrico que, se não tratado adequadamente, pode gerar dificuldades de aprendizagem, sentimentos de inadequação e problemas de ajustamento social. O TDAH é mais frequente no sexo masculino e tende a ser diagnosticado no início da idade escolar (mas alguns casos são diagnosticados em adultos).


De acordo com os sintomas predominantes o TDAH pode ser classificado em três subtipos: desatento, hiperativo-impulsivo e combinado. Os pacientes com predomínio de sintomas desatentos são conhecidos por serem “avoados” e distraídos. Eles podem ter dificuldade para terminar o que começaram, frequentemente perdem o prazo dos trabalhos e não os entregam com capricho; parecem não “escutar direito” nas conversas e não conseguem se organizar nas tarefas. Já os pacientes com o subtipo impulsivo-hiperativo tendem a ser conhecidos como muito “espoletas” e, normalmente, tem um sentimento de inquietação. Por isso, é frequente que esses pacientes se remexam na cadeira, que pulem e que corram em momentos inadequados, que mexam em objetos indevidos, que se envolvam em acidentes domésticos, que falem demais e façam comentários inapropriados.  O subtipo combinado é verificado quando o paciente apresenta tanto sintomas dos outros subtipos.


O possível quadro de TDAH deve ser investigado com cuidado, pois os sintomas podem ser mais ou menos intensos de acordo com o ambiente frequentado (casa, escola, trabalho). A avaliação neuropsicológica auxilia no processo diagnóstico fornecendo informações sobre a atenção concentrada e funções executivas do paciente.  O tratamento mais usual é o farmacológico. Além disso, tanto a psicoterapia da linha cognitivo-comportamental quanto a reabilitação neuropsicológica tem mostrado grande eficácia com a reabilitação da atenção, a psicoeducação sobre os sintomas e o desenvolvimento de estratégias para melhor administração das dificuldades no dia-a-dia do paciente.

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