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Reabilitação Cognitiva, individual – em consultório

Uma vez feito o diagnóstico neurológico, é possível que alguns pacientes venham a se beneficiar da Reabilitação Cognitiva (RC). A RC consiste na busca da recuperação ou na redução dos déficits cognitivos, comunicativos e comportamentais adquiridos pós-lesão neurológica ou em decorrência de processos neurodegenerativos, e está baseada nos princípios da neuroplasticidade. A neuroplasticidade pode ser entendida como  a capacidade do sistema nervoso mudar e alterar, de modo duradouro, sua estrutura e função.

A RC também pode ser concebida como um trabalho de construção e aprimoramento de funções neuropsíquicas em indivíduos com déficits no desenvolvimento neurológico (como nos déficits intelectuais). A RC está indicada, portanto, nos casos em que os déficits cognitivos encontrados na AN são de fundo neurológico, orgânico, e não emocional.

Diversas são as abordagens de intervenção utilizadas com os pacientes, e a(s) técnica(s) escolhida(s) pode(m) ser utilizada(s) de forma isolada e progressiva, ou concomitante a outras técnicas, em paralelo. A RC envolve 3 linhas principais: (a) Reabilitação Clínica (lingüística, motora e cognitiva), trabalhada com o paciente muitas vezes por meio do “treino cognitivo”; (b) Reabilitação sócio-afetiva e emocional , que envolve possibilidades de reinserção do paciente no âmbito sócio-cultural e familiar; e (c)) Reabilitação vocacional, implica na possibilidade de retorno aos estudos ou ao ambiente de trabalho, ou ainda descoberta de uma nova atividade.

Embora na maior parte dos casos sejam realizados de forma individual, os tratamentos na área de RC podem ser feitos em grupo, e devem incluir programas de orientação a familiares e acompanhantes. Em muitos casos, a associação de tratamento de reabilitação e de psicoterapia deve estar associada, principalmente para a compreensão, elaboração e conscientização das perdas advindas da doença. A medida de sucesso de uma estratégia de reabilitação não é aquela observada somente no consultório, mas a que é avaliada em casa, na vida diária do paciente, pois a meta do trabalho é tornar o paciente o mais funcional e adaptado possível ao seu ambiente (De Gouveia, 2004).

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